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Resenha Baby Willy (Fralda)

Ganhei algumas fraldas da Baby Willy e decidi testar no Noah assim que voltou para casa. Essa é uma daquelas marcas mais baratas do mercado e que me surpreendeu.

Ela é mais plastificada, possui velcro com cola (aqueles mais antigos) e não é tão grossa. Entretanto, é uma fralda macia que não deu alergia no Noah.

Em relação a vazamentos, não tive nenhum problema. A fralda segurou muito bem tanto o xixi quanto o cocô. Além disso, não acumulava o xixi apenas na parte da frente, ou seja, não ficava tão pesada se estivesse cheia.

É uma das marcas baratinhas de fralda que eu recomendo muito. Já ouviu falar dessa fralda? O que achou?

Entrevista: Como funciona uma marca de cosméticos veganos


Há um bom tempo, eu queria saber como funciona uma marca de cosméticos veganos. Foi, então, que eu descobri a Garden Cosméticos e entrevistei os donos da marca, assim é possível saber a diferença entre os cosméticos e decidir qual o melhor par a sua pele.

1. Como surgiu a Garden Cosméticos?
É uma história engraçada, por que a marca surgiu quando eu, Davi, fui comprar alguns cosméticos naturais pra mim e chamei a Midiã pra ir junto comigo. Eu havia guardado dinheiro para comprá-los, então estava gastando minhas economias. No caminho de volta, a Midiã surge com a pergunta "Por que não criamos uma marca nossa?". Essa pergunta ficou na minha cabeça e cerca de um mês depois eu mandei uma mensagem pra ela dizendo que queria levar a ideia a frente.

2. Por que criar uma marca de cosméticos veganos?
Acreditamos muito nessa nova filosofia e achamos que a exploração animal pela indústria cosmética precisa acabar. Hoje em dia existem milhares de alternativas de matérias primas no mercado além das provenientes de animais, então é só questão de explorarmos isso e mostramos que é possível trazer um produto alternativo e de qualidade.
Além disso, os cosméticos convencionais possuem diversas substâncias que são malignas a nossa saúde.

3. Qual o diferencial da marca em relação com as outras?
O grande diferencial da Garden é que é tudo feito de uma maneira muito pessoal. A formulação dos produtos, a embalagem, as mídias sociais... Tudo sai da nossa cabeça e é feito pelas nossas mãos, o que dá um gostinho mais pessoal a todo o processo de criação e execução da nossa marca. Nós não temos uma equipe para cada coisa, e muito menos uma fábrica que produz tudo e nos envia.

4. Quais ingredientes os cosméticos da Garden têm e quais seus benefícios?
Nossos ingredientes são todos 100% naturais e por isso atingem muito mais do que o campo estético, mas o da saúde também. Sabia que nossa pele absorve 60% de tudo que passamos nela? Então sempre buscamos ingredientes e compostos que sejam ricos em vitaminas e outras substâncias benéficas. Além disso, usamos óleos essenciais nas nossas fragrâncias e esses óleos são poderosos para tratar de diversas questões emocionais e psicológicas.
Nós também prezamos por usar ingredientes cultivados e extraídos aqui no Brasil, valorizando nossa matéria prima.

5. Como é feito o processo de criação dos produtos?
Primeiro, nós fazemos uma pesquisa e decidimos qual tipo de produtos queremos. Depois, estudamos cada ingrediente, selecionamos diversas opções e vamos filtrando as que melhor se encaixam no que buscamos. Por fim, nós formulamos os produtos, testamos e lançamos. 

Nós temos uma política: caso o cliente devolva 3 embalagens de 100/150g dos nossos produtos, ele ganha uma máscara facial ou esfoliante corporal.

6. Quais são os preços dos produtos? Como chegaram a esse valor?
O preço mínimo é de R$20,00 e o máximo é de R$50,00, sendo que nossa primeira linha tem 5 produtos e a maioria está na faixa dos vinte reais. 
Nós buscamos trazer produtos de qualidade com preços acessíveis. A marca foi criada justamente pra isso, para levar a beleza saudável e natural onde ela antes não chegava, por que sabemos que hoje em dia o mercado natural não atinge todas as classes. Na Garden, com vinte reais, você compra o produto e toda a ideia da sustentabilidade.

7. Quais são os produtos atuais da marca? Existe algum projeto para criar mais?
Nossa 1° linha conta com 6 produtos. Temos esfoliante, máscara de argila, balm, hidratante, óleo de banho e desodorante.
Queremos ainda lançar a segunda linha com alguns produtos indispensáveis tanto de higiene quanto de cuidados com a pele.

Fundadores da Garden Cosméticos: Midiã e Davi

8. Há alguma preocupação com as embalagens e a forma como são descartadas?
AAAAAAAA Fico muito feliz que tenha feito essa pergunta. Nossas embalagens são o ponto chave da marca!
Todos nossos recipientes são feitos de vidro reciclado e com isso geramos menos lixo tóxico pro ambiente. O vidro pode ser reutilizado pra diversas coisas, então é muito mais versátil do que o plástico, nosso principal inimigo. 
Tentamos usar a menor quantidade de plástico nas nossas embalagens e temos conseguido.
Nós temos uma política: caso o cliente devolva 3 embalagens de 100/150g dos nossos produtos, ele ganha uma máscara facial ou esfoliante corporal. Queremos incentivar o descarte correto e o uso sustentável dos recursos.

9. Sobre o marketing da marca, vocês pretendem divulgar os produtos como? Pensam em fazer ações com influenciadores digitais?
Por enquanto estamos usando apenas o Instagram, mas pretendemos trazer muito material legal. Alguns ensaios fotográficos e coisas do tipo! A estética dos produtos é importante e por isso prezamos muito pela aparência da marca.
Ainda não temos nenhum influencer em mente, até por que a marca ainda é nova e pequena, com menos de 1 mês de lançamento, então esses são planos futuros.

10. Como vocês veem esse movimento da beleza natural e mais consciente no Brasil?
Com muita felicidade! Ainda existem marcas grandes que estão enraizadas nos antigos métodos, mas saber que a beleza natural tem ganhado espaço no mercado é muito bom. O próximo passo é fazer com que esse ideal chegue a públicos maiores, por que ainda é uma coisa fechada para quem tem mais poder aquisitivo. A grande massa ainda consome os cosméticos convencionais com diversas substâncias tóxicas a nossa saúde, porém, as coisas tem mudado pra melhor. É importante dizer que existem muitas marcas brasileiras representando esse movimento, seria legal que nós tivéssemos mais visibilidade.

Você já conhecia a Garden Cosméticos? Ficou com vontade de usar mais produtos veganos?

Bruna Della fala sobre amor à humanidade


Atualmente, encontramos diversos blogs que filantrópicos ou que seguem a definição de filantropia, que é profundo amor à humanidade ou desprendimento, generosidade para com outrem, caridade. Bruna Della é dona de um desses blogs.

O blog Cappuccino e Bobagens, da Bruna, é um "espaço onde pode compartilhar coisas que façam as pessoas sorrir, dizer o que pensa, ouvir o que pensam sem ofensas e sem ficarmos todos na defensiva. Cappuccino para tornar mais aconchegante e bobagens porque, quem não gosta de falar bobagem?".

Bruna Della, tem 19 anos e será atriz. "Não pode ser definida por um adjetivo e simplesmente não pode ser definida com absoluta certeza, porque o ser humano sempre evolui". É apaixonada por sorrisos desde os seus oitos anos e não prefere evitar definições.

1. O que é um blog filantrópico?
Para entender o que é um blog filantrópico basta entender a palavra, que se aplica a pessoas, sites, empresas etc. Filantropia, para mim sempre foi ser humano, ser humanitário, ajudar ao próximo, "amor a humanidade". Um blog filantrópico, foca em compartilhar tudo o que seja de ajuda ao leitor não apenas com postagens sobre ongs e outras ações filantrópicas, mas tomando atitudes como. Bem, pelo menos é isso o que eu tento aplicar ao meu blog. 

2. Como surgiu a vontade de ajudar pessoas e colocar essas boas ações em um lugar na Internet? 
A vontade começou quando eu fiz minha promessa escoteira e só piorou quando tornei-me guia/sênior e fiz meu compromisso sênior. Desde então, tento mante-la. Foi algo que fiz com tanta vivacidade e amor, que desde quando comecei a cumprir o prometido, me sinto mais e mais feliz. O blog veio depois de ver tanta gente compartilhando coisas ruins, sendo que existem tantas outras boas, sempre gostei dessa coisa de blog, então juntei a vontade de ter um blog amorzinho com essas coisas que me fazem bem, com essa vontade de compartilhar o lado bom das coisas e pronto. Pretendo em breve, assumir de vez o canal, então pretendo fazer vlogs de ações que participo, videos de algumas ações mas isso é um projeto em construção ainda.

Aniversário de 16 anos, doação de sangue

3. Qual foi a história mais marcante que você vivenciou por causa do blog?
Acho que não são histórias que acabamos colecionando e sim sentimentos. A gratidão, o amor enviado e recebido. É uma troca de luz muito grande com pessoas que vão aos eventos, pessoas que participam dos projetos, pessoas que leem as postagens, pessoas que são entrevistadas. Tudo é luz, tudo é sentimento e isso é o mais louco e mais marcante de até agora. 

4. O Encontro de Blogueiros Solidários é um evento que vai para 4° edição. Qual impacto esse evento proporcionou ao blog, aos leitores e a você? 
Ao blog, foi responsabilidade. Fiquei imensamente feliz em saber que o blog tem capacidade sim de tornar algo tão simples em maior. Juntar o online e offline, pessoas que são conectadas e que assim como eu, gostam de falar e compartilhar, juntas em um mesmo local para conhecer o bem e depois espalha-lo para outras pessoas que querem pratica-lo. É mágico! Não é fácil organizar um evento, existe stress, medo, insegurança, vontade de desistir de tudo, querer desaparecer mas depois é só amor. Sinto que após os eventos, fiquei mais determinada, acredito em meus projetos e hoje sei como inicia-los. Aos leitores, percebo pelos recados que eles também ficam com sede de praticar o bem. 

Doe Sentimentos de 2015

5. Para a próxima edição, o que terá no evento? Quais são suas expectativas? 
Para o próximo evento ainda estamos pensando, para ser bem sincera só estou no plano das ideias ainda. Aguardo fevereiro para botar a mão na massa. Assim como nos palcos, organizar um evento é sempre ter medo. Sempre que estou chegando no local e enquanto organizo tudo, minutinhos antes de alguém chegar, só me resta tensão, suor e um pensamento "e se ninguém aparecer?". Então é bom não criar expectativas.

6. Quais blogs filantrópicos você conhece e acompanha?
Nem todos são filantrópicos e nem todos são blogs necessariamente, mas tem o mesmo efeito: A boa noticia do dia / Hypeness / Update or Die! / 1001 Pessoas / DesCoise / Catraca Livre. Deve haver mais alguns, porém esses já estão nos meus favoritos.

Quem é Sara Muniz?

Nascida em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, a capital do Paraná; lugar que ainda vive. Descobriu que levava jeito para ser escritora quando escreveu uma Fanfic original chamada "As missões de um cavaleiro" do gênero fantasia. E com apenas 17 anos já tem seu primeiro livro publicado.

Sara Muniz é escritora e autora parceira do blog. Teve seu primeiro livro "O Homem que Odiava o Mundo" (que, por sinal, já foi resenhado aqui no blog) pela Editora Multifoco e está escrevendo uma trilogia fantástica.


Tem alguma história que envolva seu amor pela escrita?
Não! É claro que eu era uma criança que ouvia histórias da mãe e tudo o mais, mas a minha paixão pela leitura começou há pouquíssimo tempo, em dezembro de 2013. E com o desenvolvimento do meu amor pela leitura, o amor pela escrita veio junto.

Por que começou a escrever?
Comecei a escrever com 11/12 anos, quando entrei para o mundo da blogosfera. Visitava blogs e descobri um site de fanfics. Comecei a escrever a minha, que se chamava "A Missão de um Cavaleiro". Escrevi 8 ou 9 capítulos e deixei abandonado lá. As poucas pessoas que acompanhavam gostavam muito do jeito que eu escrevia (que ainda era um estilo muito medíocre). Eu sempre gostei de criar personagens! Tanto que quando era criança fazia desenhos das aventuras da "Turma da Galera" (nome que eu dei para uma turma de 4 crianças) que eu mesma inventei e criei cada personagem. Depois de escrever O Homem Que Odiava o Mundo, muitas outras ideais surgiram e agora basta pensá-las mais a fundo.

O que sentiu quando o livro "O homem que odiava o mundo" foi publicado?
O dia do lançamento foi incrível! Eu senti como se fosse o meu dia. Todas as atenções estavam voltadas para mim e os desconhecidos que passavam e começavam a folhear o meu livro era o que mais me dava prazer, pois a curiosidade deles era a melhor parte. Eu me senti completamente especial e admirada por conta do meu trabalho.

Quem são suas inspirações? Por quê?
A inspiração para o meu primeiro livro foi o meu namorado, mas atualmente a maior parte das minhas inspirações vem de imagens e fotografias.

Está escrevendo algum livro no momento? Pode contar um pouco para nós?
Estou, sim. Lembra que comentei sobre a fanfic "As Missões de um Cavaleiro"? Pois bem, o livro que estou escrevendo tem parte dos elementos dessa fanfic, mas com um título novo e com o enredo totalmente alterado. Estou tentando não comentar muito sobre o livro por enquanto, mas posso dizer que é uma trilogia do gênero fantasia.

Quais são seus planos para o futuro?
Eu pretendo entrar na faculdade de Letras e, depois de concluí-la, publicarei essa nova trilogia (sim, somente daqui alguns anos o primeiro livro da trilogia será publicado). E depois, trabalharei como professora ou revisora e colocarei meus outros projetos literários em ação.

Fiquei curiosa para saber sobre essa trilogia e assim que ela falar mais contarei para vocês, ok? O que acharam da Sara? Já conheciam? Gostaram de conhecer? Eu acredito que a gente sempre deve conhecer as pessoas que escrevem, porque são elas que fazem nossos dias, de leitoras, melhores.

Entrevista com Claudio Duffrayer


Nesse momento, você está preste a entrar em um mundo novo, um mundo mais sensível,  um mundo vivido pelo Claudio Duffrayer.  Esse autor, que lançou um livro há pouco tempo e que já foi resenhado aqui no blog, aceitou contar um pouco sobre esse mundo que fez ele escrever seu livro. 

1) Qual a sensação que teve ao escrever cada poema deste livro?     
Considero a sensação (se é que esse é o termo mais adequado)que me levou a escrever, assim como o que  senti depois de escrever cada poema tão importante quanto a sensação que tive enquanto escrevia. A partir do momento em que o processo começa ,há  algo que só posso chamar de inquietude. Não sei se o leitor pode perceber ao ler meu livro, mas em muitos poemas(muitos mesmo)eu trabalho em cima de uma imagem e preocupo-me em transcrevê-la para o  papel. E a essa imagem  soma-se o vazio que procuro calar com as palavras.  Isso deve ficar óbvio em poemas como A Esfinge , Os Anjos no Escuro e Cárcere(que acabou tornando-se um dos mais importantes)para citar só alguns exemplos. É essa sensação de vazio somada à imagem (ou série de imagens) que eu chego a mudar muitas vezes (nunca me limito a simplesmente escrever o que "vejo")o que me impele a escrever. A metáfora que considero mais adequada  Ã© trazida no poema "Uma faca só lâmina", de João Cabral de Melo Neto. Foi um dos primeiros poemas que li quando comecei a escrever e é até hoje um dos meus preferidos. A poesia- não só o processo criativo, mas a força poética é exatamente como uma faca.     Nessa horas, quando a escrita começa, não se pode pensar em mais nada. É preciso ouvir o relógio, sentir  o peso da bala. O corte da  faca. Aprendi a duras penas que a poesia não pode ser ignorada. É preciso parar tudo o que se faz para escrever- e só reconheci os momentos de estímulo , tornando-os produtivos, após muito sangue,muito suor e muitas lágrimas.     O que sinto no fim de cada poema  descrevo como completude. É como o fim de um furor, o fim de uma tempestade... É algo sublime. Há um silêncio no sentido positivo do termo. Em uma de suas últimas entrevistas , Cabral descreve o poético como uma construção. "Para mim, a poesia é uma construção, como uma casa. A poesia é uma composição. Quando digo composição, quero dizer uma coisa construída , planejada- de fora para dentro." (CADERNOS DE LITERATURA BRASILEIRA #1 , Instituto Moreira Salles,SP Março de 1996)     Evidentemente, eu não me comparo  a João Cabral, mas sua literatura me marcou muito quando comecei a ler poesia com mais atenção- e comecei a escrever. Fui marcado por sua literatura e sua forma de encarar a escrita , especialmente quando  penso em quão polêmico foi seu discurso bem como as palavras de Ferreira Gullar em relação ao mesmo.      Diz Gullar:  "Felizmente,a poesia do João Cabral não é o que João Cabral dizia que era.A teoria do João Cabral é uma coisa,a poesia outra.(...)Se não comove , então o que vai ser do poema?Comover não é levar às lágrimas , poesia não é novela das oito.Mas tocar as pessoas,despertar nas pessoas a fantasia,o fascínio por uma imagem,por uma metáfora"(Gullar,Ferreira,in Revista Poesia Sempre,nº 18,setembro de 2004;grifos meus).      Concordo, em parte,com ambos. Digo em parte porque ,para mim, a poesia é também uma construção . Mas de  dentro para fora. É colocar as palavras no papel para que o vazio se cale. E comover alguém com o poema é confirmar sua força perante o vazio. É a vitória do SER sobre o NADA.     

2) Você se inspirou em outros livros ou outros autores? Quais? 4) Quando foi que tudo começou?  Digo, quando você começou a escrever e o que te motiva e te inspira?      
"Se o homem vale por seus sentimentos, com dobradas razões o poeta,dada sua maior riqueza de sensações. Isso de escola é esquadria para medíocres. Só existe uma regra de escrita:a do escritor apoderar-se de sua língua e manejá-la de acordo com seu individualíssimo sentir." Essas são  as palavras de Orris Soares em seu "elogio a Augusto dos Anjos"( EU,Livraria São José 30 edição) .São palavras tentadoras em sua simplicidade. Ainda assim,de certa forma,soam verdadeiras-mesmo sendo tão  radicais.       Eu realmente não gosto muito da palavra "inspiração". Ainda assim,vejo-me forçado a reconhecer que existe algo nesse sentido,um "estímulo" gerado por determinados autores. A nossa Geração de 45 foi, de certa forma, uma influência.Não por seu formalismo, que nunca tentei reproduzir,mas pela intensidade dos poemas.Foi,de certa forma,minha porta de entrada para a poesia.A "Antologia da Nova Poesia Brasileira",organizada por Fernando Ferreira de Loanda(da editora Livros de Portugal) foi por muito tempo,enquanto eu saía da adolescência e adentrava a vida adulta ,meu livro de cabeceira.Também recebi influência direta do livro "Ecometria do Silêncio",de Alberto Pucheu.        Acontece que não fui influenciado só  por poetas.No fim da década de noventa(talvez 98/99,realmente não lembro), na mesma época em que comecei a ler com mais atenção tudo o que estava à minha disposição para talvez  defender-me de um processo de derrocada que  se instaurava de forma súbita e aterradora, assisti totalmente por acaso o show "Nocturne" da banda Siouxsie & the Banshees.Fiquei em transe.Corri atrás de todos os discos da banda.Identifiquei-me muito com as letras e com a atmosfera por elas criada(uso o termo "atmosfera" porque não encontro um melhor). Devo muito(muito mesmo)a pessoas como Siouxsie Sioux e Steven Severin. A partir de então  revi meus conceitos sobre o  punk inglês e cheguei a bandas como Bauhaus , Joy Division e The Cure. Sobrevivi a esse processo  em grande parte por causa deles.E de certa forma pude, também por causa deles,dedicar-me à escrita.Até então,só o Depeche Mode , especialmente com seu disco ULTRA , me tocara da mesma maneira(ouço a banda até hoje).         Ali a derrocada transformou-se aos poucos em autoconhecimento e reconstrução;ali escrever significava sobreviver.Ali começou minha busca.           Voltando à frase de Orris Soares...           Suas palavras parecem-me especialmente verdadeiras porque olho , hoje  , com alguma surpresa,para o fato de que, enquanto começava a descobrir não só a poesia mas a literatura como um todo , não identifiquei-me totalmente com  "movimento literários". Através de uma resenha de Alberto Pucheu cheguei ao  "Paranóia" de Roberto Piva mas, por alguma razão , pouco havia sobre os beats na nossa biblioteca. Eu só viria a lê-los muito depois (com especial atenção ao Allen Ginsberg),já na faculdade...           E foi justamente na faculdade que encontrei  Sylvia Plath  e os confessionalistas.         A obra que me marcou não foi , a princípio, o livro "Ariel" que eu tanto procurava,mas seu romance "A Redoma de Vidro". Eu não considerava possível identificar-me tanto com uma personagem como me identifiquei com Esther Greenwood. E justamente esse contato,justamente o que o romance de Plath me causou foi ,de certa forma, o que me fez de fato aceitar-me como poeta e continuar a escrever- pois escrever era,afinal,partir a redoma de uma vez por todas. Daí a terminar meu livro e publicá-lo foi uma outra jornada...e  agora conquistar leitores é o que me motiva.       

3) Como definiria o sentimento de torna-se autor?
O término de um ciclo. Há um certo  alívio,pois eu não sabia se conseguiria,e há também a completude a que me referi antes. Não só tornar-me um autor, mas ser publicado. Agora fica a expectativa pelo que vem no futuro , ser lido...Há uma nova jornada se iniciando.

5) O que o livro mudou em sua vida?
Minha rotina mudou. Posso agora me dedicar  mais aos estudos "convencionais" , ao curso que faço ( estudo Letras-Literaturas na UFRJ). Tenho, também ,uma responsabilidade para com o livro- não posso deixá-lo cair no esquecimento.    

OBS: As respostas não modificadas, ou seja, estão exatamente como o Claudio enviou.

Gostaram de conhecer o mundo do Claudio? Já leram o livro dele? E da entrevista, gostaram?

Entrevista com Larissa Mendes

Algo na blogosfera já te incomodou profundamente e você quis fazer algo para que isso nunca mais existisse? Então, com a Larissa Mendes isso não foi muito diferente, porque ela acabou criando uma página no Facebook para se manifestar e tentar conscientizar as blogueiras que fazem umas coisas "não tão legais assim" na blogosfera.


Larissa Mendes é técnica em Publicidade e Propaganda, tem 19 anos e é blogueira desde 2010. Começou com um blog como diário, mas atualmente escreve no seu blog pessoal o Refuge in Words e no blog A Careta do Panda que é sobre maquiagem.

Por ser ariana e ter um espírito de liderança que toma conta dela, sempre toma a frente quando quer que algo aconteça. Quando começou a se incomodar com os grupos de blogueiras, criou seu próprio grupo, com suas regras, o Liga das Blogueiras/Youtubers. E o mesmo aconteceu com a página SOS Blogueira.

É conhecida nos grupos por ficar gerando polêmica, que nada mais é do que o seu objetivo nessa blogosfera, fazer as pessoas repensarem seus atos e tentar sempre passar um pouco do seu conhecimento.

Quando foi que você criou a página e o que te motivou para fazer isso?
a página foi criada dia 25/07 deste ano... isto é, há umas duas semanas, rs 
e o que me motivou são todas as coisas que me incomodam na blogosfera. O comportamento de algumas blogueiras, o método de como funcionam os grupos de divulgação e até mesmo a vontade de tentar falar de todas maneiras o quanto algumas pessoas estão erradas, mas podem ir pelo caminho certo se quiserem.

Você disse que as coisas que te incomodam que te motivaram, mas você vivencia todas as coisas que posta na página ou pega de outras pessoas?
Eu mais acompanho pelos bastidores do que vivencio isso, pois o meu método de divulgação é focado no meu público alvo, não em "blogueiras no geral", pois os assuntos que eu abordo, não são de interesse nem conhecimento da maioria.
Mas a partir do momento que comecei a interagir, por mais que não fosse por meio de divulgação , passei a vivenciar muitas coisas também, mas não tão frequentes como das meninas que contribuem para a página

E como foi o retorno das pessoas que curtem a página? Elas se identificam com esses bastidores?
Como eu imaginava, a página teve um retorno muito positivo, já que alcançamos 1000 likes em tão pouco tempo. Geralmente elas são o tipo de pessoa que se perguntavam: "Meu deus, só eu nessa blogosfera inteira pensa assim? só eu que acho tal coisa um saco?", e ao verem a SOS Blogueira sabem que não estão sozinhas no mundo

Você pensava como essas pessoas?
Na verdade a idéia inicial era saber se essas pessoas pensavam como eu! Hehehe! Afinal, partiu de mim, primeiramente, o pensamento de "será que estou sozinha nesse mundo?" 
eis que fui escrevendo posts em um dos meus blogs sobre isso e já achei pessoas que se identificavam com isso.

E você utiliza a página como um meio de manifestação "contra" essas blogueiras "falsas"?
totalmente!

E você acha que essa manifestação pode mudar a blogosfera?
sinceramente... não.
creio que pode mudar algumas pessoas, mas nunca a blogosfera. 
infelizmente a maioria dessas pessoas sequer se importam com o que estão fazendo e são cegadas pelas pessoas que fazem as mesmas coisas que elas.

Alguém já te disse que a página mudou o pensamento dela e que ela irá de parar essas coisas? Você acha que um dia alguém falará algo assim para você?
Já recebemos inbox de algumas pessoas dizendo o quanto a página está ajudando. Sobre mudar o comportamento, já disseram diretamente pra mim, por conta dos posts que eu fiz no meu blog sobre o comportamento das blogueiras. Já disseram que eu "abri os olhos" ^^

E o que sentiu quando leu esses comentários?
Nossa, cada vez que isso acontece me sinto uma heroína. hehehe
e sinto cada vez mais esperança de pelo menos conseguirmos equilibrar a blogosfera um pouco

OBS: As respostas não foram modificadas, ou seja, estão escritas da maneira como a Larissa enviou, ok?

Agora que vocês já conheceram um pouco da causa do SOS Blogueiras já podem curtir a página e se identificar (ou não) com aquilo que as blogueiras fazem na blogosfera ultimamente.

Gostaram da Lari e do projeto? E da entrevista, gostaram?